CUIDADOS COM A SAÚDE | 09.JANEIRO.2020

Protetor solar só na praia? Saiba por que ele também não pode faltar no dia a dia

A temporada mais quente do ano teve início há poucos dias e, com ela, as praias começaram a lotar. O protetor solar está entre os itens obrigatórios para os banhistas, mas se engana quem pensa que a proteção contra a incidência de raios solares só deve acontecer quando estamos com o pé na areia.

Apenas 43% de toda a luz solar é visível. Outros 49% são luz infravermelha, invisível e inofensiva, enquanto o restante é luz ultravioleta (UV), invisível e perigosa. A exposição ao sol tem efeito cumulativo na pele e os raios UV podem causar sérios danos à saúde, como envelhecimento precoce e câncer de pele. Por esta razão, faça sol ou faça chuva, o filtro solar é indispensável.

Existem tipos diferentes de protetor?

Sim! Podemos encontrar facilmente dois tipos de protetor solar: o químico e o físico. O primeiro é aquele mais comum, precisa ser aplicado 30 minutos antes de encarar o sol e é fácil de espalhar. Composto por substâncias químicas que penetram as camadas superficiais da pele, com ele os raios solares chegam a ser absorvidos, mas não causam danos devido a ação dos seus ingredientes.

Já o protetor físico age de outra forma. Composto por ingredientes naturais como óxido de zinco e dióxido de titânio, seu efeito é imediato e ele não permite que a radiação solar penetre na pele; os raios são bloqueados e, então, refletidos. Sua textura é mais grossa e, por isso, sua aplicação costuma deixar a pele esbranquiçada.

Hoje, a maioria dos filtros são formulados com uma mistura dos dois tipos para combater os raios UV em frentes distintas.

Mas contra o que estamos nos protegendo?

Nem toda radiação UV é igual, ela é dividida em faixas segundo a energia (e o perigo) que carregam. Os raios UVA passam por nós praticamente o dia todo, inclusive em dias nublados, dentro de automóveis e embaixo de guarda-sóis. Eles atingem as camadas mais profundas da pele, ativando a produção de melanina numa tentativa do corpo de bloquear a radiação – é isso que faz a gente se bronzear. A exposição excessiva à luz UVA, ao longo dos anos, acelera o envelhecimento da pele e pode causar rugas, manchas e até câncer.

A luz UVB tem seu pico de intensidade entre 10 e 16h, e atinge somente as camadas superiores da pele, mas é muito mais potente e, em poucas horas, causa vermelhidão e queimaduras, além de poder desencadear o aparecimento do câncer de pele mais rapidamente.

FP o quê?

O fator de proteção solar UVB, o FPS que vemos nas embalagens, diz respeito ao tempo da proteção. Por exemplo: se sua pele demora 5 minutos para queimar sob o sol, um protetor de FPS 30 vai multiplicar esse tempo por 30. Isso quer dizer que você estará protegido por aproximadamente 2 horas e meia.

Para os raios UVA, o fator de proteção deve ser no mínimo 1/3 do FPS. Nas embalagens, a proteção UVA estará citada explicitamente ou sob a sigla PPD (Escurecimento Persistente do Pigmento, em inglês). Na dúvida, prefira sempre fatores mais altos.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica que seja utilizada uma colher de chá de protetor solar no rosto; uma colher de chá para cada braço; duas colheres de chá para proteger todo o tronco e outras duas para cada perna. Além disso, é recomendado que uma nova aplicação seja feita a cada 2 horas para garantir a proteção durante todo o dia.