RISCO À SAÚDE | FEVEREIRO.2021

Os perigos de misturar álcool e medicamentos

Consumir bebida alcoólica enquanto há uso de medicamentos é mais perigoso do que se imagina. Além da combinação sobrecarregar o fígado e elevar as chances de hepatite aguda, o álcool pode aumentar a dose original do remédio e seu efeito no organismo, ou até mesmo inibir seu poder de ação e gerar outras complicações.

Isso não acontece apenas com medicamentos de uso contínuo, como os utilizados para tratar diabetes, hipertensão ou infecções, por exemplo. Um simples remédio para dor de cabeça combinado com bebida alcoólica pode colocar a saúde em risco.

Na dúvida, a melhor escolha é não beber sempre que utilizar algum medicamento.

Efeitos da interação entre bebida alcoólica e remédios

Para conscientizar a população sobre os perigos dessa mistura, o Conselho Regional de Farmácia do estado de São Paulo (CRF SP) divulgou uma relação de consequências causadas pela interação entre álcool e medicamentos. Confira:

Álcool e dipirona: O efeito do álcool pode ser potencializado.

Álcool e paracetamol: Aumenta o risco de hepatite.

Álcool e ácido acetilsalicílico (Aspirina): Eleva o risco de sangramentos no estômago, por isso, o que seria um leve transtorno pode ser potencializado pelo álcool.

Álcool e antibióticos: Essa associação pode levar ao chamado efeito antabuse, causando vômitos, palpitação, dor de cabeça, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte. Também existe o perigo de inibição do efeito antibiótico e potencialização de hepatite aguda.

Álcool e anti-inflamatórios: Aumenta o risco de úlcera gástrica e sangramentos no estômago.

Álcool e antidepressivos: Aumenta reações adversas e o efeito sedativo, além de diminuir a eficácia dos antidepressivos.

Álcool e calmantes (ansiolíticos): Aumenta o efeito sedativo, o risco de coma e pode gerar insuficiência respiratória.

Álcool e inibidores de apetite: Pode aumentar os efeitos sobre o sistema nervoso e causar tontura, vertigem, fraqueza, síncope e confusão.

Álcool e insulina: Pode gerar hipoglicemia, pois, o álcool inibe a disponibilidade de glicose realizada pelo organismo. Também pode causar efeito antabuse e o consumo exagerado de álcool prolonga os efeitos do remédio, enquanto que o uso contínuo inibe os antidiabéticos.

Álcool e anticonvulsivantes: Aumenta os efeitos colaterais e o risco de intoxicação, enquanto diminui a eficácia contra as crises de epilepsia.